O Foro Penal Venezuelano (FPV) confirmou hoje que foram registadas 59 denúncias de casos de alegada tortura durante os protestos que se verificam na Venezuela há 31 dias.

«São casos de tortura, não de excessos ou de tratamentos inumanos. É, como diz a lei, de sofrimento infligido para conseguir uma confissão, como castigo, intimidação ou discriminação», disse o diretor daquela organização não-governamental.

Numa conferência de imprensa, em Caracas, Alfredo Romero, também advogado, afirmou que «a tortura foi usada para infligir castigo ou como sanção» pelo ato de manifestação, sustentando que «existe um padrão da Guarda Nacional (polícia militar) e das políticas relativamente a maus-tratos para pessoas que protestam».