O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira que vai processar judicialmente a direção do parlamento por "traição à pátria" e por usurpar as funções do Chefe de Estado.

Em causa está a decisão do parlamento de Caracas de solicitar à Organização de Estados Americanos (OEA) que ative a Carta Democrática para a Venezuela, reforçando as sanções contra o país.

"O que fez Ramos Allup [presidente do parlamento] é crime. Como presidente da Assembleia Nacional, pediu uma intervenção estrangeira para os assuntos internos da Venezuela. Pretendeu 'abrogarse' [atribuir-se faculdades para abolir algo de maior hierarquia] as relações internacionais do país, que são exclusividade constitucional do Chefe de Estado, que se chama Nicolás Maduro", disse.

O anúncio de Nicolás Maduro foi transmitido em simultâneo e de forma obrigatória pelas rádios e televisões do país.

"Estou obrigado, pela Constituição, a cumprir e fazer cumprir a Constituição do país", vincou.

O secretário-geral da Organização de Estados Americanos, Luís Almagro, solicitou hoje a ativação da Carta Democrática Interamericana, na Venezuela, iniciando um processo que poderá levar à suspensão daquele país como membro daquele organismo.