O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, quer mesmo completar a meta de entregar um milhão de casas a famílias que ganham o salário mínimo até ao final do ano, e para o provar fez uma aposta invulgar consigo mesmo: se não conseguir corta o bigode.

No seu programa semanal “Contacto con Maduro”, emitido esta terça-feira, o presidente venezuelano pediu permissão à sua mulher, Cilia Flores, para arriscar o seu característico bigode, deixando a garantia que dia 1 de janeiro vai acordar com ele.
 

“Tenho uma aposta: se não chegarmos ao 31 de dezembro com um milhão de casas, corto o bigode. Peço aos trabalhadores, construtores e construtoras, e aos engenheiros: ajudem-me a manter o meu bigode. Não, é uma brincadeira. Trabalhem porque é preciso que o nosso povo tenha a sua casa.”


Segundo a agência EFE, que cita o ministro da Habitação, Manuel Quevedo, o governo de Maduro tinha, até há duas semanas, mais de um milhão de vivendas em construção, das quais 260.000 devem estar prontas a curto prazo.

Este programa do governo – que quer entregar três milhões de casas até 2019 -, foi iniciado ainda por Hugo Chávez, em 2011, depois das cheias que deixaram milhares de casas danificadas, principalmente nas zonas mais pobres da capital, Caracas.

As habitações, algumas construídas com ajuda dos governos da Rússia, Irão, Uruguai e China, são subsidiadas a 80% pelo Estado, por se destinarem a famílias cujo rendimento equivale ao salário mínimo. Até 14 de outubro, mais de 700 casas já tinham sido entregues.