O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, agradeceu esta segunda-feira aos venezuelanos a «paciência» que têm tido perante a escassez de produtos no país, uma situação que atribui a uma «emboscada» opositora da qual foi vítima no começo do ano.

«Agradeço ao povo toda a consciência, paciência e colaboração. Aí está o Governo, as Forças Armadas e as forças policiais acompanhando o povo onde a oligarquia parasitária nos fez um emboscada», disse.


Numa alocução desde a Arábia Saudita, transmitida pelo canal estatal Venezuelana de Televisão, o Presidente frisou que o seu Governo está a «responder» para garantir o direito do povo venezuelano «à alimentação e à paz, que é o mais importante».

«Tudo isto deve servir de reflexão para o povo e para todo o país, para as grandes tarefas do renascimento económico do ano 2015. É uma tarefa de todos, não apenas de um (só) homem, nem sequer de um Governo, é uma tarefa de uma Venezuela inteira», sublinhou.

Por outro lado chamou os venezuelanos à «união para o trabalho, a produtividade e à paz», instando-os a «dar lições diárias de consciência, com o trabalho», aos violentos e detratores do seu Governo.

Na Venezuela são cada vez mais frequentes as queixas dos cidadãos perante dificuldades para conseguir, no mercado local, alguns produtos essenciais como, entre outros, detergente, açúcar, leite em pó, óleo vegetal, café, farinha de milho pré-cozida, papel higiénico ou fraldas descartáveis para crianças.

Por outro lado, nos últimos dias, multiplicaram-se significativamente as já tradicionais filas de clientes à porta de supermercados para comprar produtos que escasseiam e que muitas vezes nem chegam a ser colocados à venda nas prateleiras.

A alta afluência levou o Governo a delimitar os acessos aos principais supermercados do país, entre eles importantes cadeias propriedade de portugueses radicados no país.