O Presidente Nicolás Maduro, anunciou esta sexta-feira que a Venezuela vai doar cinco milhões de dólares (3,9 milhões de euros) para os países afetados pelo vírus do Ébola e assim «apoiar os povos necessitados do mundo».

«A República Bolivariana da Venezuela se une, decididamente, com uma doação de cinco milhões de dólares para os fundos que estão a ser criados apoiar a África», disse Nicolás Maduro ao discursar na 69ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que decorre em Nova Iorque, Estados Unidos.

Segundo Nicolás Maduro, «se o mundo e o sistema da ONU tivessem um pouco mais de racionalidade humana» estariam concentrados no combate ao Ébola em vez de mandarem «drones, mísseis e bombas para destruir o povo de Gaza ou para bombardear os povos do Iraque e da Síria».

Também o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, anunciou em Nova Iorque, que Timor-Leste vai doar um milhão de dólares para ajudar os países da África Ocidental, membros do G7+, a combater o vírus do Ébola.

O anúncio foi feito num discurso proferido na reunião de alto nível sobre paz e instituições capazes como objetivos autónomos na agenda de desenvolvimento pós-2015 e enviado hoje à agência Lusa.

«Quero dizer aqui que Timor-Leste irá contribuir com um milhão de dólares (cerca de 779 mil euros) para ajudar as nações da África Ocidental, membros do g7+, a lidar com a crise do Ébola», afirmou Xanana Gusmão, que se encontra em Nova Iorque para participar na 69.ª Assembleia-geral da ONU.

Maduro acusa Ocidente de ter «alimentado o monstro» do jihadismo

O Presidente da Venezuela acusou, na quarta-feira, as potências ocidentais de terem contribuído amplamente para o crescimento do jihadismo no Próximo e Médio Oriente, um «monstro» que, defendeu, só será vencido se forem respeitados os povos da região.

Nicolás Maduro, que falava na 69.ª Assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, disse que a Venezuela concordava com a luta contra o terrorismo, mas criticou severamente a estratégia aplicada pelos Estados Unidos para combater a organização Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria.

«Só uma aliança que respeite a soberania destas nações, a participação dos seus governos, dos seus povos, das suas forças armadas, vencerá realmente o terrorismo islâmico e todas as forças terroristas que surgiram como um Frankenstein, como um monstro alimentado pelo próprio ocidente», disse o Presidente venezuelano.