O jornalista francês Nicolas Hénin, que foi sequestrado pelo Estado Islâmico, em 2013, reconheceu Medhi Nemmouche, o autor do ataque no Museu Judaico de Bruxelas, em maio de 2014, como um dos membros do grupo que o raptou.

«Após a detenção de Medhi Nemmouche, pelos atos que lhe são imputados em Bruxelas, fui confrontado com um certo número de documentos audiovisuais, que me permitiram reconhecê-lo formalmente», declarou o jornalista do «Le Point», em conferência de imprensa.

Nemmouche foi detido em França no final de Maio e extraditado para a Bélgica, depois de ter sido identificado como o autor do atentado à porta do museu belga que provocou a morte de quatro pessoas.

Agora, Nicolas Hénin revelou que Nemmouche fazia parte de um grupo que torturava prisioneiros na Síria.

«Medhi Nemmouche maltratou-me. Ouvia quando ele torturava prisioneiros sírios no mesmo estabelecimento onde nós nos encontrávamos», afirmou o jornalista.

Nicolas Hénin esteve sequestrado na Síria entre junho de 2013 e abril de 2014, juntamente com outros jornalistas franceses. Durante algum tempo, esteve detido com James Foley e Steven Sotloff, os jornalistas norte-americanos decapitados pelos jihadistas.

Quando foi divulgado o vídeo da morte de Foley, Hénin contou, em declarações à Associated Press, que Foley tinha sido mais maltratado pelos raptores devido à sua nacionalidade e ao facto de o seu irmão pertencer à Força Aérea norte-americana.