O Papa Francisco decidiu readmitir um padre nicaraguense que tinha sido suspenso, há 30 anos atrás, pelo Papa João Paulo II, depois de ter aceite o cargo de ministro no Governo da Nicarágua.

O padre Miguel D`Escoto Brockmann foi proibido de celebrar a missa depois de ter desafiado a lei da Igreja que proíbe os padres de exercerem cargos governamentais. Miguel D`Escoto foi ministro dos Negócios Estrangeiros entre 1979 e 1990.

Depois de conhecida a nova decisão do Vaticano, o padre da Nivarágua recebeu a notícia com agradado, alegando que o castigo a que foi sujeito foi injusto. Miguel D`Escoto tem 81 anos e escreveu pessoalmente ao Papa Francisco a solicitar a revogação da decisão, permitindo assim que pudesse celebrar a missa antes de morrer.

«Estou feliz por poder celebrar a missa outra vez. Estou realmente satisfeito», disse à imprensa local, acrescentando que apesar de considerar a punição injusta, entendia que pela perspetiva de quem o puniu a decisão tinha sido tomada com «justiça e legalidade».

Em 1984, o Papa João Paulo II suspendeu D`Escoto e outros três padres por considerar que o trabalho político que realizavam era incompatível com os deveres de sacerdócio.