José Ramos-Horta, representante das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, lamentou esta sexta-feira a morte do antigo presidente da África do Sul, Nelson Mandela, considerando que será sempre lembrado pela «coragem, integridade e compaixão».

Numa nota de condolências, Ramos-Horta recordou a primeira vez que se avistou com Mandela.

«Foi em 1995, era eu um desconhecido que lutava pela liberdade do meu país», Timor-Leste, recordou.

Ramos-Horta estava em Joanesburgo e afirmou que não queria deixar a África do Sul sem ver Mandela.

Acabaria por ser recebido na residência do líder sul-africano, que se encontrava em convalescença após uma intervenção cirúrgica e que lhe disse: «Contaram-me que não se iria embora sem me ver. E porque tenho a certeza que você tem muito trabalho a fazer pelo seu país, decidi recebê-lo imediatamente, para não ficar à espera.»

«Foi de ir às lágrimas e nunca mais esquecerei o gesto», conclui Ramos-Horta.

A morte de Nelson Mandela, aos 95 anos, foi anunciada na quinta-feira à noite pelo Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, motivando de imediato reações de pesar a nível mundial.