O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu hoje «fazer tudo para seguir o exemplo» do ex-líder da África do Sul Nelson Mandela, classificando-o como «um homem corajoso e profundamente bom».

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Numa declaração na Casa Branca, a propósito da morte de Nelson Mandela, anunciada hoje à noite, o primeiro Presidente negro dos Estados Unidos agradeceu ainda à família do primeiro chefe de Estado negro da África do Sul por o ter partilhado com o resto do mundo.

Mandela «sacrificou a sua liberdade em prol da liberdade dos outros», transformando a África do Sul e o mundo inteiro, declarou Obama. O Presidente norte-americano ordenou que as bandeiras dos Estados Unidos na Casa Branca e edifícios públicos sejam colocadas a meia-haste em sinal de luto.

A decisão de Obama abrange também as missões diplomáticas norte-americanas, portos militares, estações navais e navios militares e estará em vigor até ao final do dia de segunda-feira. «Hoje, os Estados Unidos perderam um amigo chegado, a África do Sul perdeu um libertador incomparável e o mundo perdeu uma fonte de inspiração para a liberdade, justiça e dignidade humana», referiu Obama num comunicado.

O Presidente dos EUA garantiu que a memória de Nelson Mandela será sempre relembrada pelos norte-americanos.

Primeiro Presidente negro dos Estados Unidos, Obama esteve com Mandela apenas uma vez, por breves instantes, em 2005, mas entrou na política inspirando-se no herói anti-apartheid e no seu exemplo de vida.

O antigo Presidente Nelson Mandela morreu hoje em Joanesburgo, aos 95 anos, após um longo período de grande debilidade.

Madiba disse adeus

A morte de Nelson Mandela foi anunciada pelo Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, numa comunicação televisiva. Líder da luta contra o apartheid, Nelson Mandela foi o primeiro presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999.