A África do Sul está de luto, tal como o resto do Mundo. No entanto, a morte do histórico líder não apanhou ninguém de surpresa. O jornalista António Pina está na África do Sul e contou à TVI24 sobre como o país está a viver este dia e o que se espera para os próximos.

Aos poucos, vão-se conhecendo os pormenores sobre o funeral e as cerimónias de despedida a Mandela. O funeral, segundo António Pina, vai ser «privado» e vai decorrer «na aldeia onde nasceu Nelson Mandela, que é Mvezo, na zona do cabo oriental». De acordo com as declarações do secretário-geral da ANC, este «deverá acontecer nos próximos dez dias». Ou seja, deste fim de semana a oito dias.

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«Um ideal pelo qual sou capaz de morrer»

Antes do funeral privado irão decorrer, «em Pretória, as cerimónias oficiais, com dignitários estrangeiros e nacionais, mas ainda não há agendas marcadas». Os diplomatas creditados no país estão à espera de serem chamados ao Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-africano, para «terem briefings sobre os procedimentos, os protocolos a seguir nos próximos dias até ao funeral». À semelhança do que se passou quando Mandela esteve hospitalizado.

O país, apesar do «semblante triste» da população, vive «um clima de completa e perfeita normalidade». Hoje «é um dia normal de trabalho», relata António Pina. «A Nação está triste, de luto», mas havia «uma morte anunciada» e, por isso, «não há distúrbios ou grandes ajuntamentos». Nem a nível de segurança «se nota qualquer reforço».