Um polícia, fora de serviço, matou, na noite de quarta-feira, um jovem negro em Saint Louis, no estado de Missouri, nos Estados Unidos, avança a CNN. Terá disparado 17 tiros sobre a vítima. 

Os moradores da zona ficaram furiosos, segundo a descrição daquela televisão, e destruíram vários carros das autoridades de segurança. O polícia alega que o jovem disparou primeiro. 

O vereador de St. Louis, Antonio Frech, twittou o que se passou esta noite, no local, referindo que «isto acontece com muita frequência na nossa cidade. É uma crise com a qual todos nós devemos estar preocupados».

Documentou, ainda, os gritos de revolta da população: «Hey, hey, ho, ho, estes assassinos policiais têm de sair», e «Quem vocês servem? Quem vão proteger?».

O oficial em causa, um veterano, não estava em serviço como polícia, mas sim no seu segundo trabalho, para uma empresa de segurança. Alegadamente, ao desempenhar as suas funções, observou três homens negros que fugiram quando ele se aproximou. 

A partir daí, perseguiu-os e, segundo a sua versão, um deles estava a segurar as calças de uma maneira que fazia crer que tinha uma arma. O jovem começou a fugir, mas ter-se-á virado e disparado pelo menos três tiros para a polícia. É pelo menos esta a versão das autoridades para explicar os motivos de o polícia também ter disparado, mas com maior eficácia, uma vez que abateu o jovem.

A polícia recuperou, segundo a CNN, uma pistola de 9mm. Os outros dois suspeitos não foram presos. 


Este é o segundo caso naquela zona no espaço de dois meses. Outro jovem negro foi abatido a tiro a 20 de agosto, depois de ameaçar a policia com uma faca e ignorar todos os avisos para que largasse a arma. 

No último fim-de-semana, em St. Louis, foi levada a cabo a iniciativa «Um fim-de-semana de Resistência», com os ativistas a reclamarem a investigação destas mortes pela polícia. 

A tensão racial nos EUA está a crescer a olhos vistos. Em ambos os casos, os incidentes foram entre jovens negros e polícias brancos. Mas se, no caso do verão, o jovem Brown estava desarmado, no de quarta-feira, o adolescente tinha uma arma, segundo o chefe da polícia de St Louis.

E, em Ferguson, cidade onde foi abatido o jovem negro no verão, também no fim-de-semana foi a vez de um agente da polícia ter sido baleado.