O líder de Hong Kong, agora, já está pronto para começar a negociar com os estudantes que têm protagonizado as manifestações pró-democracia. O Governo tem esperança que as conversações se possam realizar na próxima semana, segundo a agência Reuters.

Ao que parece, estão a ser feitos esforços para retomar as possibilidades de diálogo através de «um intermediário muito respeitado», segundo Raymond Tam, secretário dos Assuntos Constitucionais, citado pela RTHK, rádio e tevisão pública de Hong Kong.

Isto depois de, a 9 de outubro, ter decidido acabar com as negociações que estavam previstas, alegando que era impossível encetar um diálogo construtivo. 

De lá para cá, têm havido vários confrontos entre manifestantes e homens mascarados, e com a polícia, que deteve várias pessoas. Até esta quinta-feira, no total, já foram detidos m ais de 60 indivíduos, confirmou a Chinese Human Rights Defenders (CHRD) à agência noticiosa Efe.

A maioria das detenções ocorreu em Pequim, mas também foram reportados casos nas províncias de Cantão (sul), Gansu (noroeste) ou Hunan (centro), de acordo com a lista atualizada da CHRD, que constata uma nova campanha de repressão na China, cita a Lusa.

Em concreto, a organização não-governamental chinesa confirma 23 detenções, por crimes, que duram há até 37 dias e podem terminar em julgamento, três de cariz administrativo, de um máximo de dez dias, e 35 de «outro tipo».

Há um caso mediático, de ontem mesmo, de um polícia que agrediu um manifestante algemado. Entretanto, o Governo dos Estados Unidos já veio exigir às autoridades de Hong Kong uma «investigação rápida, transparente e completa» sobre a alegada agressão. 
 
Os protestos decorrem há três semanas e estão a paralisar partes da cidade. Os estudantes querem eleições livres em 2017, mas Pequim insiste em selecionar primeiro os candidatos. A resposta dos jovens foi ir para as ruas e continuam a exigir que Leung, o líder de Hong Kong, se demita.