Uma mulher norte-americana de Charleston, West Virginia, EUA, matou um homem de 45 anos de idade, após ser atacada por ele na sua própria casa. Acompanhante de profissão, assim que abriu a porta, Neal Falls, o homem que acabou por matar, apenas lhe disse: “Viver ou morrer”. De imediato, a mulher percebeu que Falls, que a tinha contratado através do site Bcakpage.com, podia ser o seu último cliente, escreve o jornal britânico The Guardian.

Foram dez minutos de terror absoluto. Neal Falls, agarrou a mulher pelo pescoço e arrastou-a pela casa, com uma arma apontada à barriga. A mesma arma que a acompanhante, cujo nome não foi revelado pelas autoridades, usou para matar o agressor. 



Sem conseguir respirar, a mulher debateu-se, e o agressor acabou por pousar a arma para conseguir manietá-la. O seu instinto de sobrevivência levou-a, num segundo, a pegar na arma e a disparar. Tudo aconteceu no passado dia 18 de julho.

Quando a polícia chegou achou estranho a vítima mortal não ter consigo dinheiro. Algo pouco habitual quando se recorre aos serviços de uma prostituta. Mas quando investigou a carrinha de Neal Falls, não imaginava o que ia descobrir: algemas, dois machados, um facalhão, um colete à prova de bala, uma pá e lixívia.

À primeira vista, Neal Falls era um homem inofensivo. Tinha 45 anos, trabalhava como segurança em Springfield, no Oregon e não tinha cadastro criminal, apenas algumas pequenas multas de trânsito.

As autoridades acreditam que Neal Falls era um assassino em sério responsável por dezenas de crimes, em diferentes estados norte-americanos. Está a ser colocada a possibilidade de este ser responsável pelo desaparecimento de seis mulheres no Chillicothe, Ohio, uma cidade de 20 mil habitantes. Quatro das mulheres apareceram mortas mais tarde. Tudo no espaço de poucos meses.

Segundo o Huffington Post, a investigação também já chegou ao Nevada. O DNA de Neal Falls está a ser comparado com os vestígios deixados em cenas de crimes com mais de uma década. Na altura foram mortas e desmembradas várias prostitutas na região.

A equipa de detetives de Charleston, responsável pela investigação, já pediu ajuda ao FBI.