O primeiro carregamento de armas químicas para ser eliminadas já saiu da Síria, confirmou a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ). O barco com o carregamento saiu do porto de Latakia escoltado por navios da Dinamarca, Noruega e da própria Síria, e já se encontra fora do país.

Este organismo encarregou-se de impulsionar o processo de desarme desde setembro, altura em que a Síria se comprometeu a eliminar o seu arsenal, após um acordo com os EUA e a Rússia.

De acordo com a OPAQ, o barco dinamarquês foi carregado com armas químicas procedentes de duas instalações diferentes, de pelo menos 17, que tinham sido repartidas por todo o país pelo presidente Bashar El Asad.

«Agora vai permanecer em alto mar até que chegue mais material químico ao porto», pode ler-se na nota oficial.

Antes de proceder à carga, todo o pessoal não operativo do barco saiu do barco por causa do risco da operação que ia acontecer. Os civis foram levados com lanchas rápidas do Exército norueguês para um porto cipriota, em Limassol, de onde tinham partido dias antes.

A operação de remoção das armas químicas do país atrasou uma semana. As razões para este atraso são várias. O bloqueamento de estradas por causa dos combates entre as forças do regime e opositores e a derrocada em quase todo o país por causa dos intensos nevões nos princípios de dezembro são as principais razões. A isso, juntaram-se problemas técnicos e burocráticos.