Sessenta imigrantes somalis e etíopes, assim como dois tripulantes iemenitas, afogaram-se depois de um naufrágio ao largo da costa do Iémen, no dia 31 de maio, anunciou esta sexta-feira o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

Este naufrágio é, desde o início do ano, «o mais mortal» para os imigrantes africanos que tentam chegar ao Iémen pelo Mar Vermelho e pelo Golfo de Áden, declarou o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards, numa conferência de imprensa.

O ACNUR ainda está a recolher informações sobre as circunstâncias deste naufrágio.

Esta tragédia acontece na sequência de outros naufrágios na mesma região em janeiro, março e abril.

Pelo menos 121 pessoas, que tentavam chegar ao Iémen pelo mar, morreram afogadas depois de naufrágios na região desde o início do ano.

Em março, 42 imigrantes ilegais africanos afogaram-se quando o barco em que viajavam afundou na costa sul do Iêmen.

Cerca de 16 500 refugiados e imigrantes chegaram ao Iémen nos primeiros quatro meses do ano, contra os 35 mil no mesmo período em 2013, segundo Edwards.

Nos últimos cinco anos, mais de 500 mil pessoas, principalmente somalis, etíopes e cidadãos da Eritreia, chegaram ao Iémen pelo Golfo de Áden e pelo Mar Vermelho, embarcando em navios sobrelotados.

Muitas vezes, os traficantes atiram os passageiros ao mar, quando percebem que podem ser presos pelas autoridades.