Um barco com mais de 40 imigrantes afundou ao largo da ilha da Sicília, de acordo com a imprensa italiana que cita quatro sobreviventes da tragédia. 

Os sobreviventes contaram a funcionários de organizações humanitárias e à polícia que 45 pessoas embarcaram na Líbia num barco insuflável para atravessar o Mediterrâneo, mas que a embarcação naufragou rapidamente.

Os quatro - dois da Nigéria, um do Níger e um do Gana – disseram que a embarcação era velha e começou a esvaziar assim que a viagem começou.

Detetados por um avião, foram salvos por um navio militar italiano, o «Foscari», que, chegado ao local, apenas conseguiu resgatar aquelas quatro pessoas. Os sobreviventes chegaram esta quinta-feira a Trapani, na Sicília.

Este é o segundo naufrágio no Mediterrâneo no espaço de poucos dias, depois de um barco com cerca de 400 imigrantes ter naufragado no domingo, quando tentava fazer a travessia entre a Líbia e Itália.

A Guarda Costeira italiana informou na terça-feira à noite que não foram localizados mais cadáveres do que os nove já recuperados dos cerca de 400 desaparecidos, segundo contaram os sobreviventes à organização Save The Children Itália. 

A agência da ONU para os Refugiados, liderada pelo português António Guterres, considerou que não está a ser feito por parte de Bruxelas, um esforço suficiente para salvar os imigrantes que arriscam atravessar o Mediterrâneo rumo à Europa, em busca de uma vida melhor. E, por isso, exige mais ação por parte da União Europeia.

Também a organização para os direitos humanos Human Roghts Watch criticou a «passividade intolerável» da UE face ao desaparecimento dos imigrantes.