Os recentes voos militares russos em espaço aéreo europeu destinam-se a demonstrar ao Ocidente a «grande potência» que o país representa, defendeu o Comandante Supremo da NATO, esta segunda-feira.

Apesar de se ter verificado um aumento de atividade aérea russa sobre a Europa durante o último ano, a semana passada ficou marcada pelo envio de aviões de guerra em larga formação, afirmou o general Philip Breedlove.

«A minha opinião é que estão a enviar-nos uma mensagem. Estão a dizer-nos que são uma grande potência» e Moscovo quer mostrar que consegue exercer influência sobre os cálculos da aliança transatlântica, acrescentou.

Recorde-se que, nos dias 29 e 31 de outubro, bombardeiros russos entraram em espaço aéreo de responsabilidade nacional, obrigando a Força Aérea Portuguesa a intervir e intercetar os aviões.

Não foi um caso único. Na semana passada, a NATO reportou vários voos realizados por aviões russos, sobre o Báltico, Mar do Norte e Oceano Atlântico.

«O que se registou na semana passada foi uma formação maior e mais complexa de aeronaves», diria até «uma trajetória de voo provocatória», acrescentou o general norte-americano.

O chefe da NATO alongou-se ainda sobre a questão do conflito na Ucrânia, referindo que as forças russas continuam a marcar posição na fronteira, com cerca de sete batalhões posicionados na área.

Sublinhou ainda que desde a assinatura do acordo de cessar-fogo entre Kiev e os separatistas pró-russos em setembro, os confrontos continuaram a ter lugar, e que no interior da Ucrânia a Rússia conta com cerca de 250 homens que estão a treinar e equipar os separatistas.