Os Estados Unidos estão a formar um «núcleo de coligação» para combater os militantes do Estado Islâmico no Iraque e pediram amplo apoio dos aliados e parceiros da NATO. A iniciativa descarta, no entanto, a possibilidade de envio de forças terrestres.

«Obviamente, acho que há uma linha vermelha para todos aqui: no boots on the ground, isto é, «sem botas [sem tropas] no terreno», disse o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, citado pela Reuters, durante um encontro de dez países da Organização do Atlântico Norte.

«Nós precisamos atacá-los de forma que os impeça de conquistar território, reforçar as forças de segurança iraquianas e outros países da região que estão preparados para enfrentá-los, sem comprometer as nossas próprias tropas», explicou.

Os membros da NATO condenam «unanimemente os atos bárbaros e ignóbeis» do Estado Islâmico. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, voltou a frisá-lo hoje, desta feita citado pela Lusa, na abertura do segundo dia da cimeira da Aliança Atlântica, depois de ontem ter admitido que a situação é «desesperadamente difícil» e que não exclui «nenhuma ação».

«As ameaças destes terroristas só reforçam a nossa determinação para defender os nossos valores e vencer» o Estado Islâmico, concluiu.

A Alemanha, por sua vez, entende que a ação contra os rebeldes só terá sucesso se vinculada a uma estratégia política.

Ontem soube-se que ataques aéreos no norte do Iraque mataram o principal ajudante do chefe do Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, segundo disse à AFP o principal chefe militar iraquiano. Ainda não se conseguiu confirmar, de fonte independente, esta notícia.

No início desta semana, mais um jornalista norte-americano foi decapitado pelos extremistas do Estado Islâmico.

A cimeira da NATO também tem em cima da mesa o conflito entre a Ucrânia e a Rússia. No dia em que se espera um suposto cessar-fogo, ouvem-se tiros no leste ucraniano desde madrugada.