Julho é sinonimo de calor, mas este ano os valores dos termómetros bateram recordes e foram, segundo um relatório divulgados pela NASA esta terça-feira, os mais elevados desde o início dos registos.

O Instituto Goddard para Estudos Espaciais da NASA tem registado as temperaturas mundiais desde 1880 e, em comunicado, o organismo divulgou que julho foi o mês mais quente dos últimos 136 anos.

Os resultados foram conseguidos a partir da análise dos valores da temperatura do ar em terra e à superfície do mar. Sob este prisma, julho registou mais 0,84 graus Celsius do que a média registada entre 1950 e 1980.

Em comparação com o período homólogo, o mês passado foi 0,11 graus Celsius mais quente.

No Twitter, o diretor do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da NASA, Gavin Schmidt, admitiu que, se a tendência se mantiver, 2016 poderá ser mesmo o ano mais quente desde que existem registos sobre as temperaturas mundiais.

Julho extremamente quente e seco

Em Portugal Continental, e segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o mês de julho foi extremamente quente e muito seco. O valor da temperatura máxima foi o mais alto desde 1931 e em relação à temperatura média foi o segundo julho mais quente.

A temperatura média do ar foi de 24,33 graus Celsius, tendo este valor ultrapassado o mês de julho mais quente registado por este organismo, em 1989.

O valor médio da temperatura máxima fixou-se nos 32,19 graus e o da mínima foi de 16,47 graus, ambos acima da média nacional e correspondem ao oitavo valor mais alto desde 1931 (maior valor em 1989, 17,54°C).

No que respeita à precipitação, os valores de julho foram 3.1 mm, inferiores ao normal de 13.8mm.