Um meteorito de quatro metros e três toneladas explodiu na Rússia, em plena luz do dia, no passado dia 21. O momento foi filmado por uma câmara de um condutor e é possível ver a explosão que durou apenas uns segundos.

O acontecimento foi filmado e despertou muita atenção por parte do público", diz a Organização Internacional de Meteoros.

De acordo com os dados da NASA, o asteróide atingiu uma velocidade superior a 51 mil quilómetros por hora, quando atingiu a Terra, e explodiu a cerca de 27 quilómetros da superfície terrestre.

O impacto não foi grande o suficiente para causar danos na Terra e ninguém ficou ferido pela colisão, que ocorreu por volta das 04:16 (hora local), mas testemunhas das cidades de Kursk, Lipetsk, Voronzeh e Orel descrevem o momento como um forte estrondo.

Os sensores desenhados para detetar explosões nucleares do governo dos EUA foram os primeiros a detetar a rocha espacial. No entanto, a NASA informou que os seus equipamentos para detetar asteróides estão vulneráveis, razão pela qual este asteróide não foi detetado.

Também a rede de defesa planetária projetada para detetar a entrada de objetos espaciais na Terra, não conseguiu identificar o meteorito.

Lindley Johnson, oficial da NASA, defende que pequenos meteoritos que se aproximam da Terra na direção do sol, como o do último dia 21 de junho, são difíceis de detetar devido à luz solar.

Acredita-se que foi esta a direção da bola de fogo de Chelyabinsk, um meteorito de 440 toneladas e 20 metros de largura, que explodiu sobre a Rússia em 2013 e feriu cerca de 400 pessoas. A maioria dos ferimentos foram causados por fragmentos de vidro das janelas que explodiram com o impacto.

Na semana passada, a NASA explicou que 95% dos objetos próximos da Terra, que representam uma séria ameaça ao planeta, foram detetados. Os restantes 5%, definidos como aqueles que medem um quilómetro ou mais, podem atingir a Terra a qualquer momento sem serem detetados.

A NASA desenvolveu um novo plano para reduzir o risco de entrada e explosão de objetos espaciais na Terra, intitulado “A Estratégia Nacional de Preparação de Objetos Próximos à Terra e o Plano de Ação".

Parte do objetivo deste plano de ação é descobrir outras tecnologias e técnicas para o desvio e interrupção dos meteoritos", afirmou Lindley Johnson.