O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, nomeou 21 novos ministros e secretários de Estado, incluindo um ministro para o Ioga, que terá a missão de promover a medicina e as práticas espirituais tradicionais no país. Modi expandiu acentuadamente o tamanho do seu gabinete num esforço para agilizar a elaboração de políticas e aumentar a representação regional no governo central.
 
Segundo o Wall Street Journal, as mudanças, que expandiram o Conselho de Ministros de 44 para 65 ministros, vêm seis meses após Modi ter divulgado o slogan: «Governo mínimo, máximo de governança». Mas alguns meios de comunicação apontam que o novo conselho de ministros não é muito menor do que o do governo anterior, composto por 71 membros.
 
A maior mudança deu-se no ministério de Defesa e no das Finanças, anteriormente detidos por Arun Jaitley. A decisão original de Modi colocar Jaitley no comando de dois ministérios vitais tinha sido criticada por críticos e opositores, que afirmaram que Jaitley não seria capaz fazer justiça a qualquer um deles.
 
Jaitley foi retirado do ministério da Defesa, permitindo-lhe dedicar mais tempo ao ministério das Finanças e ajudar a cumprir transformação económica planeada por Modi. Goa Manohar Parrikar foi nomeado o novo ministro da Defesa da Índia e terá o objetivo de negociar a reforma do exército.
 
«Felicitações a todos os colaboradores que prestaram juramento hoje. Espero trabalhar com eles para acelerar a viagem da Índia ao desenvolvimento», escreveu Modi no Twitter.  
Modi, um nacionalista hindu que chegou ao poder em maio, após uma ampla vitória nas eleições, é um vegetariano que pratica a ioga diariamente e tem a meta de aprovar algumas reformar para estimular a economia do país.
 
Modi pediu, em setembro, na ONU a criação de um dia mundial do ioga e também falou sobre a prática com o presidente americano Barack Obama. O novo ministério do Ioga será responsável por promover a medicina tradicional e a prática do ayurveda, ioga, Unani, Siddha e a homeopatia.
 
Alguns analistas políticos dizem que a expansão de Modi é destinada a «racionalizar» o seu gabinete como forma de cumprir as promessas que fez na campanha eleitoral.