Familiares de vítimas angolanas do acidente com o avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) acusaram a companhia de falta de apoio e informação e prometeram instaurar um processo contra a mesma.

A insatisfação foi manifestada esta sexta-feira em conferência de imprensa, em que estiveram presentes familiares do músico José Luvualu «Action Nigga» e da inspetora do Ministério das Finanças Almejada Laura Vatuva, ambos mortos no acidente.

No próximo domingo faz um mês que nove angolanos morreram na queda de um avião da LAM na Namíbia, quando fazia a ligação Maputo/Luanda, tendo morrido os seis tripulantes e 27 passageiros, incluindo sete portugueses.

Elsa Luvualu, a mãe do músico, acusa a LAM de «não estar a prestar atenção nem apoio moral» aos familiares desde o acidente.

«Se existe algum resto mortal do meu filho, nem que seja um fio de cabelo do meu filho, têm que me dar algo que comprove que é o meu filho para fazermos um funeral condignamente», suplicou Elsa Luvualu.

Segundo ainda esta familiar, a situação tem sido desgastante para as famílias, que há quase um mês realizam o luto, sem saber quando vão poder enterrar os seus entes queridos e poder encerrar a cerimónia.

«Exijo que antes dos 30 dias a LAM se pronuncie», referiu, acrescentando que até ao momento foram «simplesmente ignorados» pela companhia aérea moçambicana.

As mesmas críticas foram manifestadas por Antunes Vatuva, irmão da inspetora do Ministério das Finanças, que regressava de Maputo, onde tinha participado com mais dois colegas na conferência anual das Inspeções Gerais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Antunes Vatuva referiu que a situação é a mesma descrita por Elsa Luvualu, reiterando o pedido de informação sobre quando terão os restos mortais da sua irmã, para a realização do funeral.

A concluir, Elsa Luvualu solicitou a união das famílias para a abertura de um processo contra a LAM, pelos danos causados.