A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou esta quinta-feira de forma esmagadora uma medida que condena a decisão do governo norte-americano de Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

Apesar de várias ameaças de cortes no financiamento das Nações Unidas por parte dos Estados Unidos, 128 países votaram a favor da resolução, que não é vinculativa, e apenas nove votaram contra. Outros 35 países abstiveram-se.

Os Estados Unidos vão-se lembrar deste dia, em que foram condenados nesta assembleia pelo ato de exercerem um seu direito como nação soberana", afirmou à imprensa Nikki Haley, a embaixadora norte-americana nas Nações Unidas.

Haley reafirmou, contudo, que a embaixada dos Estados Unidos seria transferida para Jerusalém, independentemente da votação condenatória na assembleia geral das Nações Unidas, deixando no ar a ameaça de represálias financeiras.

Vamo-nos lembrar quando, mais uma vez, formos chamados a fazer a maior contribuição do mundo para as Nações Unidas, tal como nos iremos lembrar de muitos países que nos convidam a apoiá-los ainda mais e usam a nossa influência para seu benefício", afirmou Haley.

Quanto à anunciada mudança da embaixada norte-americana em Israel, de Telavive para Jerusalém, a embaixadora  Haley asseverou que a reprovação nas Nações Unidas é irrelevante.

Nenhum voto nas Nações Unidas irá fazer qualquer diferença", disse. "Mas este voto vai fazer a diferença na forma como os americanos olham para a ONU e como nós olhamos para os países que nos desrespeitam".

Embora a medida não seja vinculativa, a decisão aprovada na assembleia geral das Nações Unidas deverá ter repercussões políticas a nível mundial, em particular no Médio Oriente, onde a decisão norte-americana tem gerado uma onda de protestos e condenações, sobretudo por parte dos governos árabes.