Uma aranha com nome de “Chimerarachne” apareceu em Myanmar dentro de uma resina fóssil.

A descoberta foi feita na segunda-feira por Paul Selden do Instituto de Paleontologia e do Departamento de Geologia da Universidade de Kansas.

Em Myanmar sempre se produziu muito âmbar e isso tornou tudo isto ainda mais interessante. Este âmbar pode pertencer à era do Cretáceo”, disse Selden no artigo publicado no  “Nature Ecology & Evolution”.

A espécie assemelha-se a uma aranha com colmilhos, que são dois dentes caninos maiores que todos os outros para mastigar melhor os alimentos. O aracnídeo possui também quatro pernas, constituída por seda na parte traseira. No entanto, o que distingue a espécie de todas as outras da sua família é a cauda com cerca de três milímetros de comprimento.

A cauda é um meio sensorial, utilizada como se fosse uma antena, para assim, detetar o meio ambiente”, diz o paleontólogo Selden.

A descoberta veio confirmar uma previsão feita há alguns anos por Selden e pelos seus colegas quando descreveram um aracnídeo que tinha uma cauda semelhante. As espécies “Devoniano” (com cerca de 380 milhões de anos) e “Perium”, com 290 milhões de anos”, foram as primeiras a constituir a ordem aracnídea.

Na nossa opinião, esta aranha é um meio entre o mais antigo e o mais moderno, tem cauda e tem fieiras”, acrescentou.

O novo animal é designado por Chimerarachne e é muito semelhante às aranhas modernas devido à sua composição.

O investigador da Universidade de Kansas, defende a probabilidade de existirem outros descendentes com caudas, em Myanmar.

O artigo que apareceu esta segunda-feira no “Nature Ecology & Evolution”, contou com uma equipa internacional de variados países como da China, Alemanha, Virgínia e Reino Unido.