O Presidente norte-americano confirmou que o líder dos talibãs, Mullah Akhtar Mansour, foi morto num ataque dos Estados Unidos, sublinhando que a sua morte é um “marco importante” nos esforços para trazer paz ao Afeganistão.

“Removemos o líder de uma organização que continua a lançar ataques e a conspirar contra as forças norte-americanas e da coligação, para fazer guerra com o povo afegão e se alinhar com grupos extremistas como a Al-Qaeda”, disse Barack Obama, num comunicado, referindo-se ao ataque que aconteceu no sábado em solo paquistanês.

No domingo, o Pentágono indicou que o ataque aéreo, que não provocou vítimas civis, terá matado também um segundo combatente dos talibãs que viajava num automóvel com Mullah Akhtar Mansour, numa região do Paquistão junto à fronteira com o Afeganistão, segundo as agências. 

Não obstante, o Paquistão declarou mais dois mortos para além do líder talibã. Num comunicado divulgado este domingo em Islamabad, o Ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês afirmou que uma das vítimas do ataque norte-americano é um motorista chamado Muhammad Azam e a outra está ainda por identificar.

Paquistão considerou que o ataque com um drone que matou o líder dos talibãs afegãos foi uma violação do seu espaço aéreo e reafirmou que a paz no Afeganistão só pode ser alcançada através de negociações. Os Estados Unidos terão informados os dois países a posteriori.