A oposição venezuelana inicia esta sexta-feira uma "tomada" do país que se vai prolongar durante três dias, em protesto contra a proibição de manifestações públicas e contra as eleições para a Assembleia Constituinte, previstas para domingo.

A aliança da oposição Mesa de Unidade Democrática (MUD) disse que o objetivo é aumentar a pressão, porque "não há nenhuma proposta séria do Governo para retirar a constituinte", pelo que os próximos três dias são de "rua e protestos".

Nem por um minuto pensemos que há que baixar a pressão. O Governo irá em frente com a sua constituinte falsa, temos que preparar-nos para aprofundar o conflito", disse na quinta-feira, o vice-presidente do parlamento, Freddy Guevara.

O Governo venezuelano proibiu esta quinta-feira a realização de manifestações a partir de sexta-feira e advertiu sobre penas de prisão de cinco a dez anos para quem perturbe as eleições da Assembleia Constituinte, agendadas para domingo.

A proibição foi anunciada pelo ministro venezuelano do Interior e Justiça, Néstor Reverol.

 

EUA ordenam a famílias do seu pessoal diplomático que deixem o país

O Governo dos Estados Unidos ordenou na quinta-feira que as famílias do pessoal da sua embaixada em Caracas abandonem o país devido aos “crimes violentos” e falta “generalizada de alimentos e medicamentos”.

No alerta de viagem, emitido pelo Departamento de Estado, o Governo autoriza também a “saída voluntária” da Venezuela dos funcionários da embaixada, a três dias das polémicas eleições da Assembleia Nacional Constituinte.

A situação política e de segurança da Venezuela é imprevisível e pode mudar rapidamente”, sublinha este novo alerta de viagem do Departamento de Estado, que substitui o emitido a 15 de dezembro de 2016.