As autoridades de Urumqi, capital do Xinjiang, região do noroeste da China, de maioria muçulmana, vão proibir o uso de burcas em locais públicos, para «combater a propagação do extremismo religioso», anunciou a imprensa oficial chinesa.

A proibição, que deverá entrar em vigor no próximo dia 1 de janeiro, foi aprovada pelo Comité Permanente da Assembleia Popular de Urumqi, o órgão legislativo local.

Peça de vestuário que cobre todo o corpo das mulheres, incluindo o rosto e os olhos, a burca não faz parte da tradição uigure, a maior etnia do Xinjiang, mas o seu uso tem aumentado desde 2012, disse um investigador citado pelo «Global Times» e pela Lusa.