Os motins protagonizados por uma unidade paramilitar fronteiriça na capital do Bangladesh, esta quarta-feira, e que provocaram pelo menos 50 mortos, alastraram para além de Daca. Perante, esta situação, o primeiro-ministro, Sheikh Hasina, instou os soldados amotinados a deporem as armas, ameaçando endurecer a resposta à violência.

«Deixem as armas e voltem aos quartéis», disse Hasina, numa mensagem dirigida ao país, citada pela «BBC». «Não me forcem a levar a cabo acções mais duras ou forcem a minha paciência para além de limites toleráveis».

Os motins que atingiram Daca esta quarta-feira fizeram pelo menos meia centena de mortos, durante confrontos entre os militares sublevados e o exército regular.

O governo ofereceu esta quarta-feira uma amnistia em troca da deposição de armas, mas apesar de alguns dos soldados terem aceite esta proposta, há notícias de novos incidentes já esta quinta-feira, e do alargamento de motins a outras regiões, para além da da capital.

Desde o início do dia há pelo menos 12 localidades onde se registaram motins, assim como relatos de que os guardas fronteiriços fizeram reféns alguns dos seus oficiais.

De acordo com a «BBC», os serviços de telemóvel foram suspensos em todo o país, numa tentativa de travar a disseminação na violência.

A Unidade de Espingardas do Bangladesh, a força de que fazem parte os amotinados, é formada por 45 mil soldados, distribuídos por 42 quartéis em todo o território do Bangladesh. Os homens queixam-se das condições a que são sujeitos, tal como a repressão e corrupção de que são alvo por parte dos seus superiores.