Pelo menos quatro pessoas morreram na sequência de protestos antigovernamentais na sexta-feira na região centro da Venezuela, elevando para 86 o número de mortes desde o início da onda de manifestações, há três meses, informaram as autoridades.

A procuradoria-geral confirmou no sábado que foram registadas quatro mortes nos confrontos de sexta-feira em Barquisimeto, no estado de Lara.

Este sábado cumpriram-se três meses de protestos, dia que foi assinalado pela oposição em Caracas com uma manifestação de apoio à procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, que terminou sem confrontos.

A Venezuela encontra-se mergulhada numa grave crise política que opõe o presidente do país, Nicolas Maduro, ao parlamento, dominado pela oposição.

Os protestos intensificaram-se no princípio de abril, com a oposição a convocar manifestações para exigir a destituição de magistrados do Supremo Tribunal.

As manifestações, das quais muitas resvalaram em violentos confrontos, agravaram-se com o anúncio, no início de maio, do arranque do processo de criação de uma Assembleia Constituinte para reformar a Constituição, como a única forma de garantir a paz. A oposição considerou esta decisão um golpe de Estado e uma forma de Maduro conseguir perpetuar-se no poder.

A eleição da Assembleia Constituinte está marcada para o próximo dia 30 de julho.