Cerca de 75% de vítimas do sismo de há uma semana no Nepal abandonaram os acampamentos provisórios instalados pelo governo em Katmandu e regressaram a casa, segundo revelaram este domingo fontes militares.

Segundo a agência noticiosa Efe, no acampamento de Thudikel, o maior da capital nepalesa, encontravam-se entre 9.000 e 12.000 pessoas na passada segunda-feira, estando hoje entre 1.200 a 2.000 refugiados do sismo.

Também em outros 15 acampamentos instalados em diferentes pontos de Katmandu ocorreu o abandono de muitas pessoas que ali procuraram refúgio após o terramoto, o qual já provocou mais de 7.000 mortos, dos quais 1.180 na capital.

E, apesar de ao longo da semana terem surgido história incríveis de pessoas que conseguiram sobreviver nas condições mais adversas, o governo diz que já não há esperança de encontrar mais sobreviventes

Este sábado, as Nações Unidas afirmaram que os procedimentos alfandegários no Nepal, nomeadamente a cobrança de taxas, está a bloquear a ajuda da comunidade internacional, atrasando ou impedindo a receção de bens de primeira necessidade.

A responsável da ONU Valerie Amos diz que o governo nepalês tem o dever de providenciar a ajuda que está a chegar da comunidade internacional de forma mais rápida e já apelou ao executivo nesse sentido. 

As mesmas críticas foram feitas por várias ONG's. As organizações afirmam que a situação está a bloquear iniciativas que visam enviar bens de primeira necessidade a áreas mais remotas, onde a resposta de ajuda do governo tem sido ineficiente. 

Centenas de produtos de ajuda não terão passado da fronteira com a Índia, porque os responsáveis dos serviços alfandegários não tinham ordens para autorizar a sua entrada sem a devida cobrança de imposto.