Os deslizamentos de terra provocados pela passagem da tempestade tropical Kai-Tak mataram 26 pessoas e fizeram 23 desaparecidos no leste das Filipinas.

De acordo com as autoridades, citadas pela AFP, as mortes aconteceram na província de Biliran, um dia após a passagem da tempestade que destruiu as ilhas de Samar e Leyte.

"Há um total de 26 vítimas mortais em quatro cidades de Biliran. Os corpos foram recuperados", revelou Sofronio Dacillo, diretor provincial da gestão de riscos de desastres. 

Já o governador de Leyte, Gerardo Espina, acrescentou que estão 23 pessoas desaparecidas.

Não se sabe, no entanto, se o número de vítimas mortais inclui os três mortos provocados pela tempestade no sábado.

Tempestade perdeu força

A tempestade Kai-Tak perdeu força nas últimas 24 horas enquanto seguia pelo centro das Filipinas, onde causou três mortos e seis desaparecidos, além de 221.953 pessoas afetadas pelas inundações e deslizamentos de terra.

Localmente foi designada Urduja, a tempestade reduziu intensidade para ventos sustentados de 55 quilómetros por hora e rajadas de até 90 quilómetros por hora, seguindo em direção a su-sudoeste a 15 quilómetros por hora, informou hoje o serviço meteorológico das Filipinas (PAGASA).

As vítimas mortais são um menino que perdeu a vida numa rajada, um adulto que morreu num deslizamento de terra e um pescador que morreu num “acidente”, segundo o Conselho Nacional de Gestão e Redução do Perigo de Desastre (NDRRMC, na sigla em inglês).

Os desaparecidos são três pescadores e outras três pessoas soterradas por um deslizamento de terra.

Entre as 221.953 pessoas afetadas, 87.719 foram acolhidas em 264 centros, e 198 foram atendidas fora destes centros, segundo dados do NDRRMC.

Pelo menos duas pontes e 19 troços de estradas ficaram intransitáveis e 15.534 pessoas ficaram imobilizadas em diferentes portos devido ao cancelamento das viagens marítimas.

Foram também cancelados 57 voos nacionais desde o dia 13 por causa do Kai-Tak, incluindo pelo menos 21 hoje.

Entre 15 e 20 tufões passam todos os anos pelo arquipélago das Filipinas durante a época das chuvas, que tem início em maio ou junho e acaba em novembro ou dezembro.

O tufão Haiyan, um dos mais poderosos no registo das Filipinas, passou pelo país em novembro de 2013, com rajadas de vento de até 315 quilómetros por hora e causou 6.300 mortos, mais de mil desaparecidos e 14 milhões de prejuízos.