A Polícia Judiciária do Mindelo vai investigar a morte de um cidadão marroquino a bordo do pesqueiro português «Príncipe das Marés», que nas próximas horas vai chegar ao porto local, na ilha cabo-verdiana de São Vicente.

O pesqueiro português em faina nas águas territoriais de Cabo Verde foi palco, na segunda-feira, de uma rixa que provocou um morto e dois feridos.

Segundo noticia hoje o jornal regional cabo-verdiano Notícias do Norte, a Polícia Judiciária do Mindelo já foi acionada para investigar os factos relacionados com a morte de um cidadão marroquino a bordo da embarcação de pesca portuguesa «Príncipe das Marés», um palangreiro de 27 metros registado no porto de Portimão.

O jornal, citando fonte da Judiciária cabo-verdiana, adianta que o tripulante marroquino terá sido morto à facada por um cidadão cabo-verdiano, natural da ilha de São Vicente, que embarcara há alguns dias para assumir a função de cozinheiro.

O caso ocorreu a cerca de 500 milhas ao largo da ilha de Fogo, quando o navio «Príncipe das Marés», com 13 tripulantes a bordo, se encontrava em alto mar para mais um dia de faina.

O crime ocorreu no compartimento onde a vítima se encontrava a repousar após terminar o seu período de serviço.

Entretanto, em declarações à Rádio de Cabo Verde (RCV), o armador do palangreiro, António Teixeira, pertencente à Sociedade de Pesca do Arade (Portugal), disse estar "surpreendido" com o incidente, cujas causas estão ainda por apurar.

António Teixeira adiantou que o suspeito, de 45 anos, atingiu mortalmente um cidadão marroquino com uma arma branca, feriu também dois colegas nas costas, mãos e barriga, que se encontram fora de perigo de vida.

Desconhece-se a nacionalidade dos dois feridos, mas fontes oficiais garantiram que não são nem cabo-verdianos nem portugueses.

Após a rixa, o suspeito tentou pôr termo à vida, atirando-se para o mar.

No entanto, depois de quatro horas de buscas, foi resgatado pela tripulação da embarcação, que o prendeu em segurança para que possa ser entregue às autoridades judiciárias.

A embarcação deve chegar nas próximas horas à ilha de São Vicente e o caso será entregue às instâncias competentes, no sentido de se averiguar o sucedido e de se tomarem as medidas previstas na lei, conta a Lusa.