O narcotráfico foi responsável por mais de 11 mil mortes no México nos primeiros seis meses do ano, "um recorde histórico" num país que registou quase 16 mil homicídios até finais de junho, apontou uma organização não-governamental.

"O ano passado foi muito mau, mas este ano consegue ser pior", lamentou na terça-feira Santiago Roel, fundador da organização Semáforo Delictivo, que compara dados do Governo com pesquisas online e dados de consultores.

Entre janeiro e junho foram cometidos 15.973 homicídios no México, superando os 13.503 registados no primeiro semestre de 2017. O balanço é do Ministério do Interior, que, no entanto, não especifica quantos estão ligados ao crime organizado.

De acordo com o estudo da ONG, mais de 11 mil pessoas foram assassinadas a mando de narcotraficantes durante este período, um "recorde histórico", garante Roel.

No primeiro semestre, o México abriu 13.738 investigações por homicídio, um aumento de 28% em relação ao mesmo período do ano passado.

"Todo esse derramamento de sangue, todos estes homicídios estão relacionados com as drogas (...) e conflitos entre as máfias das drogas que lutam pelo território", disse Santiago Roel.

O antigo Presidente Felipe Calderón endureceu o combate aos cartéis em dezembro de 2006, reforçando o papel dos militares. Mais de 200 mil homicídios foram reportados desde então, de acordo com dados oficiais.