Todos os dias, o ponto da situação sobre o conflito protagonizado pelo Estado Islâmico (EI) e também pelos talibãs conhece novos contornos. De morte. Sempre mais mortes, por baixo de um céu de aviões de guerra.

As notícias mais recentes dão conta de que já morreram mais de 600 pessoas só  na cidade síria de Kobane, no norte da Síria, desde o arranque, há um mês, da ofensiva do grupo radical EI. Os dados compilados pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) indicam, em concreto, que desde 16 de setembro, foram encontrados mortos 374 combatentes do EI, na sequência dos intensos combates que provocaram 268 baixas do lado curdo, perfazendo um total de 642 mortos.  A organização não-governamental relata ainda, segundo a Lusa, a existência de 20 civis, apesar de a cidade estar vazia, dado que a maior parte dos habitantes fugiu e partiu em busca de refúgio na vizinha Turquia.

Entretanto, um oficial curdo adiantou esta quinta-feira que os ataques aéreos da coligação internacional fizerem recuar os combatentes do Estado Islâmico (EI) em várias zonas de Kobane. « A coligação internacional combateu de forma mais eficaz nos últimos dias», disse Idriss Nassen, em declarações por telefone à agência AFP, sublinhando que, antes, os jihadistas detinham o controlo de 30% de Kobane e agora apenas controlam menos de 20.  Nassen disse que as forças curdas estavam a «expulsar» os combatentes do EI para as zonas leste e sudeste da cidade na fronteira com a Turquia, apelando para uma maior assistência militar.

O Estado Islâmico terá usado armas químicas nos ataques contra os curdos em Kobane, que é  um ponto estratégico devido à sua proximidade com a Turquia. A conclusão surge depois de terem sido divulgadas fotografias de combatentes curdos que morreram nos confrontos.

Ao mesmo tempo, mas vinda do Afeganistão, outra notícia sobre o combate ao terrorismo. Os serviços secretos  (NDS)  daquele país detiveram Anas Haqqani, proeminente líder e filho do fundador da organização Red Haqqani, ligada à Al-Qaeda. «Anas Haqqani foi detido na terça-feira na província de Paktia», indicou um membro do NDS, à agência Efe, sob a condição de anonimato.

Anas, filho de Jalaludin Haqqani, fundador da fação Red Haqqani criada durante a invasão soviética, é considerado como o segundo chefe da organização e era responsável pela angariação de fundos nos países árabes para o movimento aliado dos talibãs com ligações no Paquistão e no Afeganistão.

Também há a registar a morte de um importante comandante talibã, juntamente com outros rebeldes,  durante um bombardeamento com drones norte-americanos na província de Herat, no oeste do Afeganistão.  O ataque que vitimou Abdul Rahman foi perpetrado na noite de quarta-feira no distrito de Oba, disse o porta-voz da polícia da província Dawood Ahmadi, também à agência Efe.