Em menos de uma semana, 243 mortes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou ainda na quarta-feira que a epidemia do ébola já matou 5.420 pessoas, em oito países. Na sexta-feira da semana passada, o balanço ia em 5.177. 

O número de casos diagnosticados também aumentou consideravelmente em apenas cinco ou seis dias, de 14.413 infetados para 15.145. Ou seja, mais 732.

E poderá ser ainda pior. A OMS acredita que o número real de mortos é muito superior, já que a taxa de fatalidade da epidemia é que cerca de 70%.

Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa continuam a ser os países mais afetados. O Mali, a Nigéria e o Senegal também registaram alguns casos, mas a situação permanece, por enquanto, controlada. 

Fora do continente africano foram registados casos em Espanha e nos Estados Unidos. Em Portugal, há oito casos suspeitos.

De acordo com a OMS, 584 profissionais de saúde a trabalhar nas áreas afetadas pela doença já contraíram o vírus e 329 destes morreram.

Entretanto, soube-se também que o Governo cabo-verdiano interditou a entrada em Cabo Verde de animais selvagens e de caça, assim como carnes e derivados de qualquer espécie animal provenientes de países afetados pelo Ébola.

Numa portaria, publicada na terça-feira no Boletim Oficial, a medida é justificada por o vírus Ébola ser transmissível pelos animais selvagens. «O Governo manda interditar, devido ao risco de propagação do Ébola, a entrada e circulação no território nacional de animais selvagens e de caça e as suas carnes e derivados, assim como de carnes e derivados de qualquer espécie animal provenientes de países afetados pelo Ébola», explicou o executivo.