estava prometida para a emissão do documentário da Fox News «The Man Who Killed Osama Bin Laden» (O Homem Que Matou Osama Bin Laden)

Rob O'Neill foi um dos 23 militares das forças especiais SEAL que viajaram para Abbottabad, no Paquistão, na noite de 2 de maio de 2011. Sabia-se que o ataque tinha acontecido na própria casa de Bin Laden, mas não havia informações claras sobre como é que o líder talibã tinha morrido. Agora, Tom O'Neill afirmou ao «MailOnline» que foi o filho que disparou três tiros sobre a testa de Bin Laden.

Apesar do documentário da Fox News poder ser a primeira vez em que surge a falar da operação fora da esfera do anonimato, a verdade é que O’Neill já foi anteriormente entrevistado para a revista «Esquire», na altura identificado como «The Shooter», (O Atirador). Nessa entrevista, conduzida por Phil Bronstein, O’Neill explicou a importância da operação no Paquistão.

 

«Não sou religioso, mas sempre senti que me puseram na Terra para fazer algo específico. Depois daquela missão, soube o que era», disse, em declarações à revista.

O’Neill t em 38 anos e cresceu em Butte, no estado do Montana. Começou a carreira militar com 19 anos e, após 16 anos ao serviço das forças norte-americanas, resolveu abandonar os SEAL recentemente. Agora, casado e com filhos, é frequentemente visto como orador em palestras sobre treino e planeamento militar. 

 

 

Como membro dos SEAL participou em centenas de missões de combate, incluindo no Iraque e no Afeganistão. Três das mais importantes missões em que participou até foram adaptadas a grande ecrã, em produções de Hollywood:

  • «Zero Dark Thirty», sobre a operação eu levou à morte de Bin Laden - agora sabe-se que O'Neill foi o responsável pela morte do antigo líder talibã;
  • «Captain Philips», que retrata a operação de resgate de um barco tomado pelos piratas da Somália - O’Neill foi o primeiro comando a chegar à embarcação Maersk Alabama;
  • «Lone Survivor», O'Neill ajudou a resgatar Marcus Luttrell, o único sobrevivente depois de uma missão falhada para capturar um líder talibã no Afeganistão.
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Decisão Polémica

Não são claras as razões que levaram O'Neill a revelar-se agora. Sabe-se, contudo, que depois de ter decidido abandonar os SEAL com 16 anos de serviço, ao invés dos 20 estipulados, o norte-americano perdeu alguns dos benefícios de que poderia usufruir se ficasse durante mais quatro anos.

Esta aparição pública, no entanto, não está a ser bem aceite no seio das forças especiais norte-americanas. Numa carta aberta aos atuais e antigos comandos, os mais altos responsáveis dos SEAL fizeram saber que o voto de silêncio é um dos aspetos mais importantes na vida daqueles operacionais.

«Um dos nossos valores éticos mais importantes é: ‘eu não faço publicidade ao meu trabalho e não procuro reconhecimento pelas minhas ações. Quem viola este princípio não é um bom colega de equipa, nem representa as forças especiais da marinha», lê-se na carta.

«A informação confidencial está protegida por lei. Todos os que estão expostos a informação confidencial têm a obrigação de proteger essa informação […] Procuramos ações judiciais para todos os que violem a lei», lê-se.

«O que é que é suposto fazer quando se sai com uma carreira militar como esta - ser um funcionário do Walmart? Eu apoio-o em tudo o que ele está a fazer», afirmou.