Totò Riina, ex-chefe da máfia siciliana e um dos homens mais temidos de Itália, morreu, esta sexta-feira, de causas naturais na ala prisional do hospital de Parma. Morreu no seu dia de aniversário.

Segundo a Reuters, Riina estava em coma há vários dias por causa de complicações após uma cirurgia. Dado o seu estado de saúde, a família - a mulher e três dos quatro filhos - recebeu autorização para estar a seu lado na quinta-feira.

Apelidado de "A Besta", o ex-chefe da máfia, de 86 anos, encontrava-se a cumprir 26 penas de prisão perpétua pelo homicídio de mais de 150 pessoas entre 1969 e 1992. Entre as vítimas estavam dois juízes de combate à máfia, Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, que trabalharam sem parar para levar a julgamento, em 1987, mais de 300 criminosos.

Toto Riina foi também o responsável pelos atentados à bomba em Roma, Milão e Florença, que mataram 10 pessoas. Segundo a AFP, numa conversa interceptada há uns meses, o mafioso, que espalhou o terror durante quase 20 anos na Sicília e dentro da Cosa Nostra, a máfia siciliana, que controlou nos anos 70, afirmou que "não se arrependia de nada".

Em julho, o ex-chefe da máfia tinha pedido para ser libertado, alegando sofrer de uma doença grave, mas o pedido foi rejeitado depois do tribuanal ter considerado que o atendimento médico na prisão era tão adequado quando o que receberia fora da prisão.