O designer japonês Takashi Amano, considerado pioneiro no aquapaisagismo, que inaugurou este ano uma exposição no Oceanário de Lisboa, morreu no passado dia 4 aos 61 anos, revelou a Aqua Design Amano.

Takashi Amano, que estava doente há vários anos, preparava um livro e uma exposição a partir da coleção de fotografias de sua autoria, intitulada "Origin of Creation", marcada para setembro.

O mais recente trabalho do designer foi "Florestas Submersas", que está desde abril no Oceanário de Lisboa, e que consiste na replicação de paisagens de florestas tropicais dentro de um aguário com 40 metros de comprimento e 160 mil litros de água.

É considerado o maior "nature aquarium" (a expressão surge com Amano) do mundo e inclui mais de 10.000 peixes tropicais e 46 espécies de plantas aquáticas.

"Tornou-se mestre internacional da aquariofilia de água doce com a criação de um estilo próprio de aquários plantados, os "nature aquarium". A sua notável arte procurava interpretar a natureza, combinando técnicas de jardinagem japonesas com o conceito 'wabi sabi', promovendo o encontro da beleza com a simplicidade e a imperfeição", afirma o Oceanário na página oficial.


Nascido em Niigata, em 1954, Takashi Amano começou por se dedicar à fotografia, em particular de paisagem e natureza, tornando-se depois um especialista na criação de paisagens dentro de aquários, recriando ecossistemas da natureza.

A exposição de Takasi Amano em Lisboa, que conta com banda sonora original de Rodrigo Leão e que já foi visitada por mais de 100.000 pessoas, demorou sete meses a preparar e ficará patente no Oceanário durante dois anos e meio.