O escritor, ensaísta e poeta francês Michel Butor, um dos fundadores do movimento literário Nouveau Roman (Novo Romance), juntamente com Alain Robbe-Grillet e Claude Simon, morreu na quarta-feira, com 89 anos, informaram familiares ao jornal Le Monde.

Butor morreu no Hospital de Contamine sur Arve, na zona leste de França, perto da fronteira com a Suíça.

Nas décadas de 1950 e 1960, o escritor manifestou-se contra os códigos da literatura, tendo escrito diversas obras das quais se destacam “Passage de Milan” (1954), “L´Emploi du temps (1956) e sobretudo “La Modification” (1957), cuja narração na segunda pessoa teve muitos seguidores.

"Figura do Nouveau Roman, ele nunca parou de experimentar várias formas de escrita, muitas vezes em diálogo com outras artes, sempre com o mesmo espírito de liberdade e descoberta", escreveu o Presidente francês, François Hollande, num comunicado em que presta homenagem a quem considera como um "grande explorador da literatura".

Em 2013, o escritor recebeu o grande prémio de literatura da Academia francesa.

Butor, que nasceu a 14 de setembro de 1926 em Mons-en-Baroeul, estudou Filosofia, foi professor e tinha uma necessidade de compreender todas as linguagens artísticas.