O escritor, dramaturgo e poeta brasileiro Ariano Suassuna faleceu esta quarta-feira, aos 87 anos, no Recife, após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico na segunda-feira, informou o Hospital Português de Pernambuco.

O escritor foi internado na última segunda-feira, após sofrer um AVC, tendo sido submetido a uma cirurgia, da qual recuperava no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do hospital.

Natural de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, Suassuna foi um grande propagador da cultural da região nordeste do Brasil, sendo «O Auto da Compadecida» um dos seus trabalhos mais conhecidos, com versões para a televisão e para o cinema.

Licenciado em Direito, o escritor atuou como advogado no princípio da carreira, na década de 1950, quando manteve a produção de textos para o teatro, publicando obras como «O Castigo da Soberba» e «O Rico Avarento».

Suassuna deixou a advocacia para se tonar professor universitário, tendo-se depois lançado, naquela época, também como romancista, com livros como «O Romance d'A Pedra do Reino» e o «Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta».

Filho do político João Suassuna, assassinado em 1930 por razões políticas, no Rio de Janeiro, o escritor também enveredou pela carreira pública, tendo atuado como secretário de cultura de Pernambuco, na década de 1990, e como secretário de assessoria do governador Eduardo Campos um dos candidatos à presidência do Brasil nas eleições - até abril deste ano.