Juízes britânicos têm em mãos um caso relacionado com um acidente mortal de viação que está a comover o país. No dia 18 de fevereiro de 2013, uma jovem de 20 anos, chamada Rosie-Ann Stone, colidiu na autoestrada com um outro veículo. A condutora do outro carro teve morte imediata e era, nada mais, nada menos, do que Jennie Stone, a irmã de Rosie-Ann.

De acordo com o Daily Mail, o acidente aconteceu perto de Bridlington, uma localidade balnear na costa leste da Grã-Bretanha. Rosie-Ann Stone ia ao volante de um Vauxhall Astra quando chocou de forma violenta com um Peugeot 206. A condutora do Peugeot perdeu o controlo da viatura, embateu numa árvore e morreu na hora.

Rosie-Ann Stone só mais tarde veio a saber que a mulher que tinha morrido no acidente era a irmã Jennie, de 28 anos, que tinha acabado de levar o filho de 9 anos à escola, em Skipsea.

Agora, o tribunal de Bridlington tenta apurar que grau de responsabilidade Rosie-Ann teve no acidente. A jovem é acusada de não ter olhado para o retrovisor antes de efetuar uma ultrapassagem perigosa e declarou-se culpada de provocar uma morte por condução negligente. Mas, para os juízes, a situação é extremamente complexa. «Qualquer que seja a nossa decisão, o veredicto será sempre trágico, não haverá vencedores, só vencidos», afirmou ao Daily Mail o procurador Clive Jones.

Em declarações ao Daily Mail a propósito do julgamento da filha, os pais de Rosie-Ann e Jennie consideram que a família já sofreu o suficiente e dizem-se «presos num pesadelo». Bob e Angie Stone querem que prevaleça a tese do acidente e argumentam que até o filho de Jennie, de nove anos, não quer que a tia seja condenada.

Para o casal, a tragédia relacionada com as filhas junta-se a uma outra. Em junho de 2012, o filho Thomas Stone, do 3º Batalhão do Regimento de Yorkshire, foi morto em combate no Afeganistão. «A nossa família não sofreu já o suficiente?», insurge-se Angie Stone.