Duas mulheres foram presas por 12 meses acusadas da morte do vizinho que foi, literalmente, «comido vivo» pelo cão esfomeado das duas, avança o «Independent».

De acordo com o tribunal de Liverpool, Clifford Clarke, de 79 anos, foi brutalmente atacado pelo cão depois de deixar a porta da cozinha aberta enquanto preparava o jantar. O cão, Charlie, que foi morto a tiro pela polícia, não era alimentado há 45 horas e tinha recorrido a taças de plástico, beatas de cigarro para se alimentar e bebido água suja.

Hayley Sulley, de 30 anos, e Della Woods, de 29, foram presas por 12 meses depois de admitirem que deixaram Charlie entrar num espaço proibido e onde ele feriu uma pessoa. As donas, que deixaram os três cães sozinhos em casa enquanto foram a um churrasco, admitiram ainda que maltrataram o cão por três vezes, causando-lhe sofrimento desnecessário.

De acordo com um vizinho aterrorizado, Charlie «espumava da boca» e «rosnava» antes do violento ataque a Clifford Clarke. O antigo porteiro de um hospital sofreu uma morte «horrível», tendo o cão amputado um dos braços do pensionista e deixado o outro «preso por um fio».

Quando a polícia chegou, o cão estava de tal forma transtornado que tentou morder um dos agentes e, mesmo depois de ser atingido a tiro, tentou atacar as autoridades.

«Foi a pior coisa que alguma vez vi», afirmou um dos oficiais.

Segundo as autoridades, o cão tinha comido uma grande parte de tecidos, e o juiz Brown afirmou que «o senhor Clarke foi, literalmente, comido vivo».

«O senhor Clarke sofreu uma morte horrível e vocês tiraram da sua família o amor e a companhia que ele lhes dava», afirmou o juiz, acrescentando que «este ataque forçado e fatídico podia ter sido completamente evitado».

O juiz proibiu ainda as duas mulheres de voltarem a ter cães.