As instituições europeias, em Bruxelas, colocaram esta sexta-feira as bandeiras a meia-haste, em memória do antigo presidente sul-africano Nelson Mandela, que o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, recordou como «uma das maiores figuras políticas» contemporâneas.

No exterior da sede do executivo comunitário, o edifício Berlaymont, as bandeiras da União Europeia foram colocadas a meia-haste, como tributo ao antigo líder da África do Sul, falecido na quinta-feira, o mesmo sucedendo no Parlamento Europeu, instituição onde a morte de Mandela também já foi lamentada pelas diferentes famílias políticas europeias.

Durão Barroso sobre Mandela: «Estamos de luto».

A reação do presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, à morte de Nelson Mandela

Na quinta-feira à noite, num comunicado conjunto com o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, José Manuel Durão Barroso considerou tratar-se de «um dia muito triste não só para a África do Sul, mas também para toda a comunidade internacional», afirmando que Mandela «vai ficar não apenas nos livros de história, mas nos corações, na memória de muitos, por todo o mundo, para quem a sua luta continuará a ser uma fonte de grande inspiração».

Numa declaração divulgada em Bruxelas, Durão Barroso lembrou que o primeiro de muitos encontros que teve com o antigo líder sul-africano ocorreu em março de 1990, no dia da independência da Namíbia, tendo Mandela, que acabara de sair da prisão, perguntado «se os portugueses apoiariam a nova África do Sul que ele iria construir».

Líder da luta contra o «apartheid», Nelson Mandela foi o primeiro Presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999.