A Força Aérea de Israel levou a cabo, durante a madrugada, raides contra alvos militares em território sírio, após o disparo de rockets por parte de Damasco, que atingiram a zona ocupada por Israel nos Montes Golã.

«Ao início do dia de hoje caíram mísseis nos Montes Golã. Em resposta, pouco depois, as Forças de Defesa de Israel atacaram bases de artilharia do exército sírio», indicaram em comunicado.

Segundo o porta-voz militar Peter Lerner, Israel «considera o governo sírio culpado por todos os ataques que emanam do seu território e vai tomar todas as medidas necessárias para defender os civis israelitas».

Pelo menos dois mísseis lançados a partir da parte síria dos Montes Golã caíram, esta terça-feira, na zona ocupada por Israel, que retaliou, num contexto de novas tensões em torno da linha de demarcação.

«Flagrantes violações da soberania israelita como estas não serão toleradas», afirmou o mesmo responsável, citado pela AFP.

Não foram registadas vítimas do lado israelita, desconhecendo-se quem lançou os mísseis procedentes da Síria.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, tinha advertido, esta terça-feira, que Israel está pronta para retaliar «com força», afirmando que «quem brinca com o fogo vai queimar-se».

A zona dos Golã ocupada por Israel é frequentemente atingida por projéteis provenientes do lado sírio, onde grassam combates entre o exército sírio de um lado e os rebeldes de outro, e jihadistas.

Esta nova troca de fogo de artilharia surge numa altura em que o exército israelita reforçou significativamente a sua presença no norte do país perante a possibilidade de represálias na sequência de um raide mortífero na Síria contra o movimento xiita libanês Hezbollah, atribuído a Israel.

O raide, lançado no passado dia 18, causou seis mortes no seio do movimento, incluindo a de Jihad Moughniyeh, filho de Imad Moughniyeh, comandante militar assassinado em 2008, e a de um general iraniano, perto de Quneitra, no lado ocupado pela Síria nos estratégicos Montes Golã.

Israel não reivindicou a autoria do ataque nem fez um desmentido oficial, mas espera, porém, um ato de retaliação por parte do Hezbollah, financiado e armado pelo Irão.