O exército israelita anunciou que bombardeou, este sábado, um setor da Síria de onde foram disparados previamente projéteis para a zona dos Montes Golã ocupada por Israel, com a agência oficial síria a admitir vários mortos.

A força aérea israelita visou dois tanques do “regime sírio” na parte norte dos Golã, indicou um porta-voz, precisando que os projéteis não fizeram vítimas em Israel.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), o ataque israelita matou dois soldados sírios. A agência noticiosa oficial síria Sana referiu-se a diversos mortos, sem precisar o número, e acusou Israel de apoiar os rebeldes.

"O inimigo israelita continua a apoiar os terroristas (...) e a sua aviação disparou vários projéteis (...) que atingiram (...) a província de Qouneitra, provocando mártires e danos materiais", indicou a Sana.

A OSDH referiu-se a violentos combates entre as forças governamentais e grupos rebeldes na província de Qouneitra, perto da parte dos Golã ocupada por Israel.

As tropas lealistas foram atacadas na povoação de Al-Baas e na localidade de Khan Arnabé, com os rebeldes a avançarem nesse setor apesar dos fortes bombardeamentos do regime, acrescentou a OSDH.

Desde 1967 que Israel ocupa cerca de 1.200 quilómetros quadrados do planalto dos Golã e que anexou, uma decisão que nunca foi reconhecida pela comunidade internacional. Cerca de 510 quilómetros quadrados permanecem sob controlo sírio.

A Síria e Israel permanecem tecnicamente em estado de guerra.