O rei de Marrocos, Mohammed VI, indultou um preso espanhol antes mesmo de ser julgado. Mohamed Mounir Molina era o 19º na lista dos indultos do Governo marroquino e foi posto em liberdade 48 horas antes do início do seu julgamento.

Molina, com dupla nacionalidade, era acusado de tráfico e transporte de drogas e de pertencer ao crime organizado. De acordo com o diário marroquino «Lakome.com», não deveria sequer integrar a lista de indultos por não cumprir as condições exigidas. O espanhol devia ter sido julgado a 1 de agosto em Al Hoceima, mas foi indultado antes.

A explicação para a caso bizarro tem a ver, segundo o diário marroquino, com o facto de o Governo espanhol ter enviado duas listas ao executivo de Marrocos. Numa delas figuravam 30 nomes de presos a serem deportados para cumprirem o resto da pena de prisão na península. Na outra estavam 18 nomes de pessoas que Espanha pedia para serem indultadas.

Inexplicavelmente, as duas listas foram baralhadas ao chegarem ao gabinete de Mohammed VI. E assim foram perdoados os 48 presos.

O caso Molina junta-se ao polémico indulto, também concedido por Mohammed VI, a Daniel Galván, condenado a 30 anos de prisão por abusos sexuais de menores, em Marrocos. O rei acabou depois por anular a decisão e Galván que, viajava para Espanha, foi detido em Múrcia.