No mesmo dia, Mohamed Morsi, o ex-presidente do Egito que pertence ao grupo islamista Irmandade Muçulmana, soube que se mantém a pena de morte a que já tinha sido condenado e recebeu uma nova sentença: prisão perpétua pelo crime de conspiração com grupos estrangeiros, entre os quais está a organização palestiniana Hamas.

Em maio, Morsi foi considerado culpado de ter ordenado ataques armados contra a Polícia e de ter planeado fugas da prisão onde estava detido. Por isso, o tribunal condenou-o à morte por enforcamento.

Como é habitual nestes caso, a sentença foi remetida para o principal teólogo islâmico do Egito, que agora emitiu o seu parecer não vinculativo. De acordo com o  mufti , Mohamed Morsi deve mesmo acabar os seus dias no patíbulo.

Um tribunal do Cairo sentenciou-o também nesta terça-feira a prisão perpétua, mas, dado o sistema legal egípcio, Morsi nunca cumprirá mais de 25 anos de prisão. Isto, se sobreviver até lá.

Para além do ex-presidente, outros 16 membros da Irmandade Islâmica foram condenados a prisão perpétua. O tribunal também decretou a execução de 16 pessoas do grupo, entre as quais estão três dos principais líderes da Irmandade.