Há mais um suspeito de envolvimento nos atentados de Paris de dia 13 identificado e que está em fuga, anunciou a polícia federal belga, nesta terça-feira, depois de emitir um mandado de detenção internacional por Mohamed Abrini.


 
As autoridades belgas adiantam que este suspeito, de 30 anos, “foi filmado a 11 de novembro, dois dias antes dos atentados, cerca das 19 horas, na companhia de Salah Abdeslam na estação de serviço de Ressons, na autoestrada em direção a Paris”.


 
De acordo com o comunicado da polícia, Mohamed Abrini “estava ao volante do Renault Clio que foi utilizado, dois dias mais tarde, para cometer os atentados de Paris”.

Procurado pelas autoridades belgas e francesas, Mohamed Abrini é considerado “perigoso” e “deverá estar armado”.
 
Foi através do cartão de crédito de Salah Abdeslam que a investigação chegou até Mohamed Abrini e àquela paragem a 11 de novembro numa estação de serviço na autoestrada A1, no sentido Paris.
 
Mohamed Abrini foi captado pelas câmaras de videovigilância na zona de abastecimento de combustível e no interior da loja. Era ele quem conduzia o Renault Clio preto, que foi encontrado no 18.º bairro de Paris, com estacionamento iniciado às 21:59, pouco antes dos seis atentados na capital francesa, em que morreram 130 pessoas.

Foi também por aquelas imagens que as autoridades confirmaram a presença de Salah Abdeslam no interior da viatura, que o próprio tinha alugado na Bélgica.

Foi a 11 de novembro, mas há um segundo registo no dia 13. Foi no parque do aeroporto Charles de Gaulle, aproximadamente três horas antes dos atentados.

Na segunda-feira foi encontrado um cinto de explosivos num caixote do lixo público de Montrouge, comuna a sul de Paris, a menos de 4 km de onde o telemóvel de Salah Abdeslam foi detetado pela última vez.

Já hoje surgiu uma nova pista sobre o paradeiro de Salah Abdeslam, que poderá estar em Minden-Luebbecke, no noroeste da Alemanha, segundo as forças de segurança germânicas.   

A 13 de novembro,  seis atentados em Paris causaram, pelo menos,  130 mortos e centenas de feridos, muitos em estado crítico.

No mesmo dia, o Estado Islâmico  reivindicou os ataques e França declarou o  estado de emergência

"cérebro" dos ataques morreu numa operação policial em Saint-Denis, a norte de Paris.