A Human Rights Watch (HRW) instou, nesta terça-feira, o Governo de Moçambique a investigar “com urgência” alegados abusos cometidos pelo exército na província de Tete, que levaram pelo menos seis mil pessoas a fugir para o Malaui.

O Governo de Moçambique deve investigar com urgência as alegações de execuções sumárias, abusos sexuais e maus-tratos por parte das suas forças armadas na província de Tete”, indica um comunicado da organização de defesa dos direitos humanos.

Desde outubro último, pouco depois de terem começado as operações do exército para desarmar milícias ligadas ao principal partido da oposição de Moçambique – a Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) –, pelo menos seis mil pessoas trocaram Moçambique “por condições precárias no Malaui”.

"Mulheres descreveram como os seus maridos foram sumariamente executados ou amarrados e levados para paradeiro desconhecido por soldados de uniforme, alguns deles transportados por veículos do exército. Em vários casos, os soldados incendiaram casas, celeiros e campos de cultivo, acusando os residentes locais de alimentar e apoiar as milícias", é descrito no comunicado.

A Human Rights Watch expõe casos concretos de execuções, maus-tratos e abusos sexuais.