As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) indicaram este domingo em Maputo que ainda não foi definida a data do início da entrega aos familiares dos corpos das 33 vítimas da queda de uma aeronave da companhia no norte da Namíbia.

O Embraer 190, de fabrico brasileiro, fazia a ligação Maputo-Luanda, quando se despenhou na sexta-feira, numa floresta da zona fronteiriça entre a Namíbia e o Botsuana, matando 33 pessoas, incluindo seis portugueses.

Segundo as autoridades namibianas, os corpos das 33 vítimas do desastre já foram transferidos para a capital, Windoek, estando em curso o trabalho de identificação.

Em conferência de imprensa hoje, em Maputo, a administradora-delegada das LAM, Marlene Manave, afirmou que ainda não foi definida a data da entrega dos corpos aos seus familiares, uma vez que esse exercício carece ainda da identificação de cada uma das vítimas.

«Não temos ideia ainda de quando é que será feita a entrega dos corpos. Estamos a trabalhar para que os corpos sejam entregues» o mais rapidamente possível.

«A identificação é feita utilizando as melhores práticas e padrões internacionais, tendo em conta a necessidade de repatriamento dos restos mortais e arranjos para os respetivos funerais, ao mesmo tempo que mantemos o nosso foco para as necessidades das famílias das vítimas», enfatizou Marlene Manave.

Em comunicado, a LAM acrescenta que as suas equipas de assistência às famílias em Maputo e Luanda continuam a fornecer toda a informação atualizada sobre o estado da operação de recuperação.

A transportadora diz estar a preparar uma cerimónia religiosa para as famílias, amigos e colegas de todas as vítimas, a bordo do voo TM-470, e recorda que está disponível uma linha dedicada para os membros das famílias, cujo número é +25821468778/9.

O avião das Linhas Aéreas de Moçambique, que fazia o voo Maputo-Luanda, caiu na sexta-feira no norte da Namíbia, vitimando todos os ocupantes.

O aparelho foi encontrado no sábado, no Parque Nacional de Bwabwata.